QUINTAL DA TIA DOCA: ESPAÇO DE SOBREVIVÊNCIA NEGRA APÓS A DIÁSPORA

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

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Tia Doca, or Jilçara Cruz Costa, was a central figure in the preservation and dissemination of Black culture in Rio de Janeiro, particularly through the Quintal da Tia Doca, located in Oswaldo Cruz. Established in the 1980s, this space became a territory of resistance and a site for valuing Black musicality and identity, inspired by the ancestral practices of the Tias Baianas from Praça Onze. This research adopts a qualitative documentary approach, drawing on sources such as the documentary O Batuque na Cozinha (2004), the album Pagode da Tia Doca, interviews granted by Doca, and photographic records. The aim is to understand how the Quintal functioned as a Black counter-space, fostering sociability and the continuity of knowledge within a diasporic context. Furthermore, it investigates Tia Doca as a protagonist in the symbolic and physical construction of this territory, connecting past and present while strengthening the memory and cultural identity of the African diaspora. The analysis also highlights the relevance of the Tias and Black women samba artists in sustaining these cultural practices in racialized spaces, positioning the Quintal as an important legacy of Afro-diasporic resistance.
Tia Doca, ou Jilçara Cruz Costa, foi uma figura central na preservação e difusão da cultura negra no Rio de Janeiro, especialmente por meio do Quintal da Tia Doca, localizado em Oswaldo Cruz. O espaço, consolidado a partir dos anos 1980, tornou-se um território de resistência e valorização da musicalidade e identidade negra, inspirado pelas práticas ancestrais das Tias Baianas da Praça Onze. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa documental, valendo-se de fontes como o documentário O Batuque na Cozinha (2004), o CD Pagode da Tia Doca, entrevistas concedidas por Doca e registros fotográficos. O objetivo é compreender como o Quintal atuou como um contra-espaço negro, promovendo sociabilidade e continuidade de saberes em um contexto de diáspora. Além disso, investiga-se a figura de Tia Doca como protagonista na construção simbólica e física desse território, conectando o passado e o presente, ao mesmo tempo em que fortalece a memória e a identidade cultural afrodiaspórica. A análise também enfoca a relevância das Tias e as mulheres negras sambistas na manutenção dessas práticas culturais em espaços racializados, evidenciando o Quintal como um importante legado de resistência afrodiaspórica.

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