MAPA DE PRESENÇAS DE ROMANCISTAS NEGRAS NO CENÁRIO LITERÁRIO BRASILEIRO (2017- 2020)

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

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This aims to carry out a map of research on the presence of black Brazilian novelists who publish their works between the period from 2017 to 2020. last data collection for this research.This new arrangement in the Brazilian literary scene influenced the expansion of small publishers specialized in race and ethnicity topics, the so-called editorial quilombos (OLIVEIRA, 2018), and this led to the production of novels that contributed to the racial debate in the Brazilian literary scene and to the field of study black-Brazilian literature (CUTI, 2010) as a space of resistance, so that black narratives can coexist, thus destabilizing the logic of structural racism in the Brazilian literary sphere (ALMEIDA, 2018). The survey data for this research was built from the catalogs at Literafro portal and we realized that the black Brazilian novelists who contributed to an anti-racist debate in the Brazilian literary scene were published mostly in small publishers specialized in race and ethnicity topics, the so-called editorial quilombos. We also carried out a survey in the catalogs of the publishers: Companhia das Letras, Record and Rocco.In this data collection, we identified that between 2017 and 2010 there was little inclusion of black Brazilian novelists in these publishing houses, because at Companhia das Letras, with a catalog of 4,849 authors, only 1 novel by a black woman was published: Enterre seus mortos, by Ana Paula Maia, who does not address race in her work. On the other hand, at Record, the largest publisher in the country, which brings together 30 thousand names in its catalog, limited itself to publishing 1 novel by a black woman: Assim na terra como embaixo da terra, also by Ana Paula Maia. Following the same line of publishing, only 1 novelist who does not work with race issues, Rocco, with a catalog of 899 names at this time, only published the novel Cidades afundam em dias normais, by Aline Valek.The selection of these editorial houses was based on the article “ Absences and stereotypes in the Brazilian novel of the last decades: changes and continuities” (DALGASTAGNÉ, 2021). In addition, interviews were conducted with Brazilian black novelists who published in the period mentioned above to understand the issues that cross publishing novels in the country
Esta pesquisa tem como objetivo realizar um mapa de presenças de romancistas negras brasileiras que publicaram suas obras entre o período de 2017 a 2020. O ano de 2017 foi escolhido, pois desde esse ano autores negros e autoras negras que mais venderam livros no evento até 2020, último período de coleta de dados desta pesquisa. Este novo arranjo no cenário literário brasileiro influenciou na expansão das pequenas editoras especializadas na temática étnico-racial, os chamados quilombos editoriais (OLIVEIRA, 2018) e isso propiciou a produção de romances que contribuíram para o debate racial no cenário literário brasileiro e para o campo de estudo da literatura negro-brasileira (CUTI, 2010) como um espaço de resistência, para que as narrativas negras possam coexistir, assim desestabilizando a lógica do racismo estrutural vigente na esfera literária brasileira (ALMEIDA, 2018). O levantamento dos dados desta pesquisa foi construído a partir dos catálogos do portal Literafro. Percebemos que as romancistas negras brasileiras que contribuíram para um debate antirracista no cenário literário brasileiro publicaram em sua grande maioria em pequenas editoras especializadas na temática étnico-racial, os chamados quilombos editoriais. Também realizamos um levantamento nos catálogos das editoras: Companhia das Letras, Record e Rocco. Nesta coleta de dados, identificamos que no período entre 2017 e 2010 houve pouca inserção de romancistas negras brasileiras nestas casas editoriais. Isso porque na Companhia das Letras, com um catálogo de 4.849 autores(as), foi publicado apenas 1 romance de uma mulher negra: Enterre seus mortos, de Ana Paula Maia, que não aborda a temática racial na sua obra. Já a Record, a maior editora do país, que reúne 30 mil nomes em seu catálogo se limitou a publicar 1 romance de uma mulher negra: Assim na terra como embaixo da terra, também da Ana Paula Maia. Seguindo esta mesma linha de publicar apenas 1 romancista que não trabalha com as questões raciais,a Rocco com o catálogo de 899 nomes neste tempo publica apenas o romance Cidade afundam em cidades normais, de Aline Valek.A seleção dessas casas editoriais ocorreu com base no artigo “Ausências e estereótipos no romance brasileiro das últimas décadas: alterações e continuidades” (DALGASTAGNÉ, 2021). Além disso, foram realizadas entrevistas com as romancistas negras brasileiras que publicaram no período citado acima para compreender os atravessamentos de publicar romances no país.

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