“MINHA RIMA TEM PODER”: A PRODUÇÃO PERFORMÁTICA DO RAP DE DRIK BARBOSA E MC SOFFIA COMO FERRAMENTA DE LUTA DAS MULHERES NEGRAS

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

Resumo

The present research focuses on the performative productions of Black women within the rap scene. This work is grounded in the performative production of Drik Barbosa and Mc Soffia, two rap singers from São Paulo who have been gaining considerable visibility on social media and music/video streaming platforms. Through the lyrics of their songs and an analysis of the performance in Drik Barbosa's music videos "Quem tem Joga" and "Sobre Nós," in dialogue with Mc Soffia's videos "Empoderada" and "Papo Reto," the aim is to understand how elements of the struggle of Black women's movements are incorporated into their music-audio-visual productions.Before delving into a detailed analysis of the musical and visual production of these singers, it is necessary to contextualize the national Rap scene and the rise of the presence of Black women within it. Rap is considered here in dialogue with the concept of the diaspora and how diasporic processes directly influence the identity and cultural production of Black communities. Using the diaspora as a starting point, this research seeks to explain the manifestations of hip-hop culture, particularly rap, as a musical expression of the Black diáspora.
A presente pesquisa estuda as produções performáticas das mulheres negras dentro do cenário do rap. O embasamento deste trabalho se dá em torno da produção performática de Drik Barbosa e Mc Soffia, duas cantoras de rap paulistanas, que vem ganhando bastante visibilidade nas redes sociais e nos streamings de música e vídeo. Através das letras de suas músicas e da análise da performance dos clipes “Quem tem Joga” e “Sobre Nós” de Drik Barbosa, em diálogo com os clipes “Empoderada” e “Papo Reto” de Mc Soffia, visa entender como os elementos de luta dos movimentos de mulheres negras se inserem em suas produções músico-áudio-visuais. Antes de partir para uma análise aprofundada da produção musical e visual dessas cantoras, se faz necessário contextualizar o cenário do Rap nacional e a ascensão da presença de mulheres pretas dentro dele. O rap é pensado aqui como em diálogo com o conceito de diáspora e como os processos diaspóricos influenciam diretamente na produção identitária e cultural dos povos pretos. Tendo a diáspora como ponto de partida, busca explicar as manifestações da cultura hip hop, sobretudo do rap como uma musicalidade da diáspora negra.

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