Agostinho de Hipona e Cecília Meireles: um possível encontro no tempo?

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

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Who could deny that time is so present in our lives, to the point that we naturally speculate about the future, measure the duration of material phenomena and remember past events? However, do these times: past, present and future, exist in the world? According to the philosopher and theologian Augustine of Hippo (354-430), time in the world is an enigma compared to the mystery of Creation. Thus, the Hippo philosopher conducts his investigation about time according to the perspective of the human soul, that is, resorting to psychic resources such as memory, will and thought, in order to seek to approach the understanding of the temporal issue. Furthermore, although so distant in time and space, it would be possible to build a dialogue between the poetry of the Brazilian writer Cecilia Meireles (1901-1964) who, to a large extent, presents the temporal problem as a driving force, and the “theory of time” established in Book XI of the Augustinian Confessions? This meeting, therefore, configures the proposal of the present work.
Quem poderia negar que o tempo se encontra tão presente em nossas vidas, ao ponto de, naturalmente, especularmos acerca do futuro, medirmos a duração de fenômenos materiais e lembrarmos dos acontecimentos passados? Entretanto, esses tempos: pretérito, presente e futuro, existem no mundo? Segundo o filósofo e teólogo Agostinho de Hipona (354-430), o tempo no mundo é um enigma comparado ao mistério da Criação. Assim, o filósofo de Hipona conduz sua investigação acerca do tempo segundo a perspectiva da alma humana, ou seja, recorrendo aos recursos anímicos como a memória, a vontade e o pensamento, a fim de buscar se aproximar da compreensão da questão temporal. Ademais, embora tão distantes no tempo e no espaço, seria possível a construção de um diálogo entre a poesia da escritora brasileira Cecília Meireles (1901- 1964) que, em grande medida, apresenta como mola propulsora a problemática temporal, e a “teoria do tempo” estabelecida no Livro XI das Confissões agostinianas? Esse encontro, portanto, configura a proposta do presente trabalho.

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