DIVAGAR DEVAGAR: A CICLOVIAGEM COMO EXPERIÊNCIA FILOSÓFICA
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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
This dissertation comes from betting on the importance of the pair experience/senses as a way to build knowledge, and from the understanding of cycling tourism as a powerful body practice that not only deconstructs performances incorporations, which are the result of how the neoliberal economics have been structured, but also invites us to think either in the trip as a formation process, or in the school as a trip itself. In this perspective, the free time (known by the ancient Greeks as scholé) and the experience have main importance to this way to relate to the world. To be more specific, what was sought to understand was how traveling in the free time perspective (whether around the world, or in the classroom), helps to produce politics bodies available to be affected by various ways of existence and willing not to organize themselves by the normativity from where they come from. In this sense, here is proposed to think cycling tourism, teaching and (why not?) physical education, as a philosophical practice. As ways to meet the world, valuing a non productive time of learning, the mistake, not knowing, the courage, the experience, the love, the risk, the becoming and the very helplessness. As educative practices that propose us, at all time, to establish an intimate contact with yourself and the world, from the incorporation of a distinct temporality than the one that guide the rhythm of production and circulation of assets and ideas in contemporary society. From the methodological point of view, the option was to research as a journey, open to the encounters that were happening in the path, both with my own memories and the many authors that contributed to think the cycling trip as a conter-device. That’s why, in many moments, the written of the work here assumes the autobiographic form. And at last, this research unfolds into the proposal to develop a set of podcasts about cycling tourism as a didactic product that continuous the episodes that I have been making for my elementary students.
Essa dissertação é fruto de um apostar na importância do par experiência/sentido como caminho de construção do saber, e da compreensão do cicloturismo como uma potente prática corporal que não apenas desconstrói incorporações do desempenho, as quais são fruto da maneira como vem se estruturando a economia neoliberal, mas também nos convida a pensar tanto na viagem enquanto um processo de formação, quanto na escola como uma viagem. Nessa perspectiva, o tempo livre (denominado pelos gregos antigos como scholé) e a experiência tem importância central para essa maneira de se relacionar com o mundo. Mais especificamente, o que se buscou compreender foi o como o viajar na perspectiva do tempo livre (seja pelo mundo, seja na sala de aula), contribui para a produção de corpos políticos que estejam disponíveis a serem afetados pelos mais diversos modos de existência e dispostos a não se organizarem de acordo com as normatividades dos seus lugares de origem. Nesse sentido, se propõe pensar o Cicloturismo, o ensino e (porque não?) a Educação Física, como uma prática filosófica. Como maneiras de encontrar o mundo, valorizando um tempo não produtivista de aprendizagem, o erro, o não saber, a coragem, a experiência, o amor, o risco, o devir e o próprio desamparo. Como práticas educativas que nos propõe, a todo momento, estabelecermos um contato mais íntimo consigo mesmo e com o mundo, a partir da incorporação de uma temporalidade distinta da que pauta o ritmo de produção e circulação de bens e ideias na sociedade contemporânea. Do ponto de vista metodológico, a opção foi por seguir a pesquisa como uma viagem, aberto aos encontros que foram se dando pelo caminho, tanto com as minhas próprias memórias quanto com os diversos autores que contribuíram para pensar a cicloviagem como um contradispositivo. Por esse motivo, em diversos momentos, a escrita do trabalho assume a forma autobiográfica. E, finalmente, tal pesquisa se desdobra na proposta de elaboração de um conjunto de podcasts sobre cicloturismo como produto didático que dá continuidade aos episódios que já vinham sendo produzidos para meus alunos do ensino fundamental.
Essa dissertação é fruto de um apostar na importância do par experiência/sentido como caminho de construção do saber, e da compreensão do cicloturismo como uma potente prática corporal que não apenas desconstrói incorporações do desempenho, as quais são fruto da maneira como vem se estruturando a economia neoliberal, mas também nos convida a pensar tanto na viagem enquanto um processo de formação, quanto na escola como uma viagem. Nessa perspectiva, o tempo livre (denominado pelos gregos antigos como scholé) e a experiência tem importância central para essa maneira de se relacionar com o mundo. Mais especificamente, o que se buscou compreender foi o como o viajar na perspectiva do tempo livre (seja pelo mundo, seja na sala de aula), contribui para a produção de corpos políticos que estejam disponíveis a serem afetados pelos mais diversos modos de existência e dispostos a não se organizarem de acordo com as normatividades dos seus lugares de origem. Nesse sentido, se propõe pensar o Cicloturismo, o ensino e (porque não?) a Educação Física, como uma prática filosófica. Como maneiras de encontrar o mundo, valorizando um tempo não produtivista de aprendizagem, o erro, o não saber, a coragem, a experiência, o amor, o risco, o devir e o próprio desamparo. Como práticas educativas que nos propõe, a todo momento, estabelecermos um contato mais íntimo consigo mesmo e com o mundo, a partir da incorporação de uma temporalidade distinta da que pauta o ritmo de produção e circulação de bens e ideias na sociedade contemporânea. Do ponto de vista metodológico, a opção foi por seguir a pesquisa como uma viagem, aberto aos encontros que foram se dando pelo caminho, tanto com as minhas próprias memórias quanto com os diversos autores que contribuíram para pensar a cicloviagem como um contradispositivo. Por esse motivo, em diversos momentos, a escrita do trabalho assume a forma autobiográfica. E, finalmente, tal pesquisa se desdobra na proposta de elaboração de um conjunto de podcasts sobre cicloturismo como produto didático que dá continuidade aos episódios que já vinham sendo produzidos para meus alunos do ensino fundamental.
