MULHERES NEGRAS, INVISIBILIDADE E SUBALTERNIDADE: UM OLHAR SOBRE AS MULHERES E O TRABALHO INFORMAL NAS PLATAFORMAS E NOS TRENS DA SUPERVIA
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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
This research arises from concerns about the lives of women, especially black women, when from a social reading, an increase in informal women vendors is observed on Supervia platforms and trains. From a close look at the invisibility of their bodies and subalternity, historically linked to the existence of black women and black people in brazilian society whose social formation is colonial in nature, in addition to the intersections of race, class and gender that cross them, the research has as its object the issue of black women inserted in the informal labor market. We use the concepts of race, racism and ideology, among others, and studies by authors such as Lelia Gonzalez, Silvio Almeida, Grada Kilomba, Clovis Moura, Carla Akotirene, Sueli Carneiro, Carolina Maria de Jesus, Cida Bento, Kabengele Munanga, Frantz Fanon, Abdias Nascimento, Ricardo Antunes, among others, who address importante themes that dialogue with this research and that collaborate in the construction of the theoretical basis. As a method, we used qualitative research, information from databases and as an instrument, semi-structured interviews were conducted with 8 informal women workers on Supervia platforms and trains. Based on the dependent capitalist society model that corroborates the intensification of the various expressions of the social issue that permeate the lives of these women, the research identified, based on the sample and the hypotheses raised, the social context that led them to enter informal work, how they are impacted by expressions of racism, sexismo and possible power relations that exist in maintaining and remaining in informal work.
Esta pesquisa surge a partir da inquietação sobre a vida de mulheres, sobretudo as mulheres negras, quando a partir de uma leitura social, observa-se o aumento de mulheres vendedoras informais no espaço das plataformas e dos trens da Supervia. A partir de um olhar atento sobre a invisibilidade de seus corpos e da subalternidade, historicamente atreladas à existência da mulher negra e de pessoas negras na sociedade brasileira cuja formação social é de base colonial, além das intersecções de raça, classe e gênero que as atravessa, a pesquisa tem como objeto a questão da mulher negra inserida no mercado informal de trabalho. Utilizamos os conceitos de raça, racismo e ideologia, dentre outros e dos estudos de autores e autoras tais como Lélia Gonzalez, Silvio Almeida, Grada Kilomba, Clóvis Moura, Carla Akotirene, Sueli Carneiro, Carolina Maria de Jesus, Cida Bento, Kabengele Munanga, Frantz Fanon, Abdias Nascimento, Ricardo Antunes, dentre outros, que abordam temas importantes que dialogam com esta pesquisa e que colaboram na construção do embasamento teórico. Como método, utilizamos a pesquisa qualitativa, informações de bases de dados e como instrumento foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 8 mulheres trabalhadoras informais das plataformas e dos trens da Supervia. A partir do modelo de sociedade capitalista dependente que corrobora com o acirramento das diversas expressões da questão social que atravessam a vida dessas mulheres, a pesquisa identificou a partir da amostra e das hipóteses levantadas, qual o contexto social que as fizeram ingressar no trabalho informal, como elas são impactadas pelas expressões do racismo, machismo e possíveis relações de poder existentes na manutenção e permanência no trabalho informal.
Esta pesquisa surge a partir da inquietação sobre a vida de mulheres, sobretudo as mulheres negras, quando a partir de uma leitura social, observa-se o aumento de mulheres vendedoras informais no espaço das plataformas e dos trens da Supervia. A partir de um olhar atento sobre a invisibilidade de seus corpos e da subalternidade, historicamente atreladas à existência da mulher negra e de pessoas negras na sociedade brasileira cuja formação social é de base colonial, além das intersecções de raça, classe e gênero que as atravessa, a pesquisa tem como objeto a questão da mulher negra inserida no mercado informal de trabalho. Utilizamos os conceitos de raça, racismo e ideologia, dentre outros e dos estudos de autores e autoras tais como Lélia Gonzalez, Silvio Almeida, Grada Kilomba, Clóvis Moura, Carla Akotirene, Sueli Carneiro, Carolina Maria de Jesus, Cida Bento, Kabengele Munanga, Frantz Fanon, Abdias Nascimento, Ricardo Antunes, dentre outros, que abordam temas importantes que dialogam com esta pesquisa e que colaboram na construção do embasamento teórico. Como método, utilizamos a pesquisa qualitativa, informações de bases de dados e como instrumento foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 8 mulheres trabalhadoras informais das plataformas e dos trens da Supervia. A partir do modelo de sociedade capitalista dependente que corrobora com o acirramento das diversas expressões da questão social que atravessam a vida dessas mulheres, a pesquisa identificou a partir da amostra e das hipóteses levantadas, qual o contexto social que as fizeram ingressar no trabalho informal, como elas são impactadas pelas expressões do racismo, machismo e possíveis relações de poder existentes na manutenção e permanência no trabalho informal.
