ENTRE O ATLÂNTICO E A ATLÂNTICA: (RE)EXISTÊNCIAS EM MOVIMENTO

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

Resumo

The diasporic experiences of Brazilian Black Women are marked by resistance movements, struggles and confrontations with the violence and oppression. In a continuous and multiple process, whether on tabuleiros das quituteiras, in quilombo organizations, in revolt movements, in post-abolition black organizations or through Black Women's and feminist movements, we, Black Women, create, expand, and consolidate strategies and tools of (re)existences. From Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro (FEMNegras-RJ), which is the result of the first meetings of black women in Brazil, held in the 1980s, this research analyzes, through four activities developed by FEMNegras-RJ – Live Pauta Preta Livre, the Permanent Forum for Dialogue with ALERJ – Councilor Marielle Franco (Fórum Permanente de Diálogo com a ALERJ – Vereadora Marielle Franco) and the campaigns Violence against Women is a Crime and I Vote for Black Women (Violência contra mulher é crime e Eu Voto nas Pretas) – as FEMNegras-RJ, in its speeches and practices, builds and organizes agendas and political strategies to fight the conditions of racial, class oppression, sexism, as well as other intersectionalized axes of oppression; Having the March of Black Women of Rio de Janeiro (Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro), as the griot that presents us, this research has the political position of talking to black women about us and our histories and how our diversities of trajectories and existences meet in the movements of black women made. on the streets, with megaphones and on books.
As experiências diaspóricas das mulheres negras brasileiras são marcadas por movimentos de resistência, lutas e enfrentamentos às condições de violências e opressões. Em um processo contínuo e múltiplo, sejam nos tabuleiros das quituteiras, nas organizações dos quilombos, nos movimentos de revolta, nas organizações negras pós-abolição ou através dos movimentos de mulheres e feminista negro, nós, mulheres negras, criamos, ampliamos e consolidamos estratégias e ferramentas de (re)existências. A partir do Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro (FEMNegras-RJ), que é fruto dos primeiros encontros de mulheres negras no Brasil, realizados na década de 1980, esta pesquisa analisa, com base em quatro atividades desenvolvidas pelo FEMNegras-RJ – a live Pauta Preta Livre, o Fórum Permanente de Diálogo com a ALERJ – Vereadora Marielle Franco e as campanhas “Violência contra mulher é crime” e “Eu voto nas pretas” – como o FEMNegras-RJ, em seus discursos e práticas, constrói e organiza agendas e estratégias políticas de enfrentamento às condições de opressões raciais, de classe, ao sexismo, bem como outros eixos de opressão interseccionalizados. Tendo a Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, como a griot que nos apresenta, esta pesquisa tem como posicionamento político falar com as pretas, sobre nós e nossas histórias e como nossa diversidade de trajetórias e existências se encontram nos movimentos de mulheres negras feitos nas ruas, com megafones, e nos livros

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