PROFESSORES (AS) BRANCOS (AS), ESCOLA E ANTIRRACISMO: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DOS TIPOS DE BRANQUITUDE
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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
The school territory is the privileged space for encounters, textures and learning, as well as for the maintenance and continuity of hierarchical social structures of institutionalization of racism in their daily activities. If hope nourishes the flow of teaching work in schools (bell hooks, 2021), it is because it is guided by anti-racism (Bárbara Carine, 2023) as practices to confront the whiteness system, as theorized by intellectuals Lourenço Cardoso (2008, 2010, 2020) and Lia Vainer Schucman (2020), as combating epistemicide (Sueli Carneiro, 2005). The research investigates how self-declared white and anti-racist public school teachers discuss their positions in face of cases, inspired by real situations, of racism at school. With this, I intend to observe the diversity of the types of expression of these places of speech (RIBEIRO, 2017), aiming to map the formative repercussions for/in ethnic-racial relations (or the absence thereof). Understanding the discursive productions and the effects of meaning generated as a social construction of implication in the world, this work aligns with the theoretical references of Discursive Analysis (DA) based on enunciation, using Bakhtinian perspectives to analyze how discursively constructed nuances of a locus of whiteness of the research participants in their anti-racist actions at school.
O território escolar é o espaço privilegiado para os encontros, as tessituras e as aprendizagens, como também para a manutenção e a continuidade de estruturas sociais hierárquicas de institucionalização do racismo em seu fazer cotidiano. A esperança nutre o fluxo do trabalho docente nas escolas (hooks, 2021), quando orientada no antirracismo (CARINE, 2023) como prática de enfrentamento ao sistema de branquitude, como teorizado pelos intelectuais Lourenço Cardoso (2008, 2010, 2020) e Lia Vainer Schucman (2020), como de combate ao epistemicídio (CARNEIRO, 2005). A pesquisa investiga como professores (as) de escolas públicas autodeclarados(as) brancos(as) e antirracistas discursivizam os seus posicionamentos, diante de casos, inspirados em situações reais, de racismo na escola. Com isso, pretendo observar a diversidade dos tipos de expressão desses lugares de fala (RIBEIRO, 2017), visando mapear as repercussões formativas para/na relações étnico-raciais (ou a ausência dela). Entendendo as produções discursivas e os efeitos de sentido gerados como construção social de implicação no mundo, o referido trabalho alinha-se aos referenciais teórico-metodológicos da Análise Cartográfica do Discursiva (AD), valendo-se das perspectivas bakhtinianas para analisar como se constroem discursivamente as matizes de um locus de branquitude dos participantes da pesquisa em suas atuações na escola. A partir das movimentações da análise, pôde-se verificar como as práticas discursivas, orientada pela pertença racial de branquitude e seus tipos, fluem em tonalidades distintas, expressando um embate de vozes diante das identificações de professores (as) brancos (as) como antirracistas.
O território escolar é o espaço privilegiado para os encontros, as tessituras e as aprendizagens, como também para a manutenção e a continuidade de estruturas sociais hierárquicas de institucionalização do racismo em seu fazer cotidiano. A esperança nutre o fluxo do trabalho docente nas escolas (hooks, 2021), quando orientada no antirracismo (CARINE, 2023) como prática de enfrentamento ao sistema de branquitude, como teorizado pelos intelectuais Lourenço Cardoso (2008, 2010, 2020) e Lia Vainer Schucman (2020), como de combate ao epistemicídio (CARNEIRO, 2005). A pesquisa investiga como professores (as) de escolas públicas autodeclarados(as) brancos(as) e antirracistas discursivizam os seus posicionamentos, diante de casos, inspirados em situações reais, de racismo na escola. Com isso, pretendo observar a diversidade dos tipos de expressão desses lugares de fala (RIBEIRO, 2017), visando mapear as repercussões formativas para/na relações étnico-raciais (ou a ausência dela). Entendendo as produções discursivas e os efeitos de sentido gerados como construção social de implicação no mundo, o referido trabalho alinha-se aos referenciais teórico-metodológicos da Análise Cartográfica do Discursiva (AD), valendo-se das perspectivas bakhtinianas para analisar como se constroem discursivamente as matizes de um locus de branquitude dos participantes da pesquisa em suas atuações na escola. A partir das movimentações da análise, pôde-se verificar como as práticas discursivas, orientada pela pertença racial de branquitude e seus tipos, fluem em tonalidades distintas, expressando um embate de vozes diante das identificações de professores (as) brancos (as) como antirracistas.
