TORNAR-SE NEGRO: UMA PERSPECTIVA CONTRACOLONIAL EM BUSCA DO PERTENCIMENTO
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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
This research aims to reflect upon the students the classes in the 3rd grade of High School at a State school in Rio de Janeiro located in slum, in the West zone of Rio de Janeiro City. It is an area marked by the violence resulted from drug trafficking and intense police raids. I have realized along the years that many of my students do not identify as black individuals and, even when they do, most of them tend to reproduce racism in their discourses and actions. Such a fact makes it evident how structural racism fosters the reproduction of racism in society and how the counter-colonial perspective provides a new view for society, as well as it emphasizes the importance of finding in the contents taught in our classrooms through the Law nr. 10.639/03 possibilities for individuals to develop other ways of thinking besides those imposed by colonialism and think about anti-racist issues. To this end, this research is carried out quantitatively a qualitative, based on the counter-colonial construction process and on the author’s “escrevivência”, as a methodological resource.
A presente pesquisa visa refletir sobre alunos das turmas do 3° ano do Ensino Médio de uma escola estadual, localizada em uma favela na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, território marcado pela violência gerada pelo tráfico de drogas e por intensas operações policiais. Ao longo dos anos do trabalho como professora, foi detectado que muitos dos alunos não se reconhecem como negros e, mesmo quando a identificação ocorre, muitos ainda reproduzem o racismo através de suas falas e ações. A compreensão desse fato analisa como o racismo estrutural auxilia a reprodução do racismo na sociedade e, em específico na escola, e como a perspectiva contracolonial pode auxiliar no surgimento de um novo olhar para as questões antirracistas no ambiente escolar. Ressaltando a importância da utilização da Lei nº 10.639/03 nos conteúdos desenvolvidos por professores em sala de aula, possibilitando aos alunos construírem outras formas de pensar, agir e identificar-se, além daquelas impostas pelo colonialismo. Para isso, a pesquisa se desenvolve de forma quantitativa e qualitativa, baseada em questionários aplicados aos alunos e professores, para a reflexão e abandono de práticas que possibilitem o pensamento colonial, utilizando a “escrevivência” como recurso metodológico.
A presente pesquisa visa refletir sobre alunos das turmas do 3° ano do Ensino Médio de uma escola estadual, localizada em uma favela na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, território marcado pela violência gerada pelo tráfico de drogas e por intensas operações policiais. Ao longo dos anos do trabalho como professora, foi detectado que muitos dos alunos não se reconhecem como negros e, mesmo quando a identificação ocorre, muitos ainda reproduzem o racismo através de suas falas e ações. A compreensão desse fato analisa como o racismo estrutural auxilia a reprodução do racismo na sociedade e, em específico na escola, e como a perspectiva contracolonial pode auxiliar no surgimento de um novo olhar para as questões antirracistas no ambiente escolar. Ressaltando a importância da utilização da Lei nº 10.639/03 nos conteúdos desenvolvidos por professores em sala de aula, possibilitando aos alunos construírem outras formas de pensar, agir e identificar-se, além daquelas impostas pelo colonialismo. Para isso, a pesquisa se desenvolve de forma quantitativa e qualitativa, baseada em questionários aplicados aos alunos e professores, para a reflexão e abandono de práticas que possibilitem o pensamento colonial, utilizando a “escrevivência” como recurso metodológico.
