Gestão Estratégica de Saúde para a Fase de Sobrevivência do Pós-Tratamento do Câncer Ginecológico
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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
Patients who have received cancer treatment suffer from numerous complaints in different areas, including physical, psychological, psychosocial and sexual health. It is noted that there are no validated scientific medical protocols or public health policy management that can address these many and severe requirements of the post-treatment survivorship phase. Therefore, this study aimed at developing a framework for health management with strategies for sexual health care in the survivorship phase after gynecological cancer treatment. This qualitative-quantitative study was conducted at the do Cancer II Hospital of the National Cancer Institute, and conducted in four steps: 1. Systematic review of the literature according to the guidelines of the PRISMA Protocol in six electronic databases (Scopus, Web of Science, LILACS, MEDLINE, PsychINFO and EMBASE) with a selection of studies published between 2010 and 2020; 2. a qualitative approach with 25 survivors to freely describe the complaints and practical difficulties they experienced after treatment; 3. Quantitative approach with questionnaires with 33 health professionals from various specialties belonging to the National Cancer Institute to investigate technical knowledge and care strategies that are offered to patients in the post-survival phase treatment; 4. Quantitative approach with application of a questionnaire called EORTC QLQ-SH22 for 238 patients aged 18 to 59, who were in the post-treatment survivorship phase, and aimed to identify the main complaints that affect sexual health. The method used for the qualitative approach was content analysis and in quantitative methods both descriptive and inferential statistical methods were used. The results showed that 45.2% of patients had problems after cancer treatment, and 45% of healthcare professionals indicated that they did not discuss sexual health problems with them. We may conclude that survivors of the post-treatment phase face several barriers, however, with the dissemination of knowledge as a framework structure, may reduce gaps and increase awareness of the development of effective approaches to provide a better quality of life.
As pacientes que passaram pelo tratamento do câncer sofrem com inúmeras queixas em diversos domínios sejam eles físicos, psicológicos, psicossociais e na saúde sexual. Ressalta-se que não há protocolos médicos científicos validados ou gestão de políticas públicas de saúde que possam atender a essas inúmeras e urgentes demandas da fase da sobrevivência do pós-tratamento. Diante disso, esse estudo teve como objetivo elaborar diretrizes estratégicas para gestão de saúde para a fase da sobrevivência do pós-tratamento do câncer ginecológico. Esse estudo de natureza quali-quantitativa foi realizado no Hospital do Câncer II pertencente ao Instituto Nacional do Câncer (INCA) e conduzido em quatro etapas: Revisão integrativa da literatura de acordo com as diretrizes do Protocolo PRISMA em seis bases de dados eletrônicas (Scopus, Web of Science, LILACS, MEDLINE, PsychINFO e EMBASE), a segunda etapa realizou-se uma abordagem qualitativa com vinte e cinco (25) mulheres pacientes sobreviventes do câncer ginecológico para descreverem livremente as queixas e dificuldades que enfrentaram após o tratamento; a etapa seguinte realizou-se uma abordagem quantitativa com aplicação de questionários para uma amostra de 33 (trinta e três) profissionais de saúde de diversas especialidades pertencentes ao INCA com objetivo de investigar as práticas de cuidados e estratégias adotadas para a fase de sobrevivência do pós-tratamento; e por fim, realizou-se uma abordagem quantitativa com aplicação de questionário científico validado denominado EORTC QLQ-SH22 para duzentos e trinta e oito (238) pacientes com idades entre 18 e 59 anos que terminaram o tratamento ativo do câncer e encontravam-se na fase de sobrevivência do pós-tratamento cujo objetivo foi aplicar esse questionário de forma pioneira para a realidade das mulheres brasileiras. Os resultados obtidos revelaram que 45,2% das pacientes tiveram problemas após o tratamento do câncer e 45% dos profissionais de saúde relataram que não discutiam as questões sobre a saúde sexual. Pode-se concluir, que as sobreviventes da fase pós-tratamento enfrentam diversas barreiras e lacunas na prestação de cuidados de saúde, nesse sentido, as diretrizes estratégicas pesquisadas nesse estudo podem subsidiar o conhecimento científico para gestores de saúde, bem como, possibilitar uma visão holística gerencial que possa pautar seus planejamentos e ações gerenciais.
As pacientes que passaram pelo tratamento do câncer sofrem com inúmeras queixas em diversos domínios sejam eles físicos, psicológicos, psicossociais e na saúde sexual. Ressalta-se que não há protocolos médicos científicos validados ou gestão de políticas públicas de saúde que possam atender a essas inúmeras e urgentes demandas da fase da sobrevivência do pós-tratamento. Diante disso, esse estudo teve como objetivo elaborar diretrizes estratégicas para gestão de saúde para a fase da sobrevivência do pós-tratamento do câncer ginecológico. Esse estudo de natureza quali-quantitativa foi realizado no Hospital do Câncer II pertencente ao Instituto Nacional do Câncer (INCA) e conduzido em quatro etapas: Revisão integrativa da literatura de acordo com as diretrizes do Protocolo PRISMA em seis bases de dados eletrônicas (Scopus, Web of Science, LILACS, MEDLINE, PsychINFO e EMBASE), a segunda etapa realizou-se uma abordagem qualitativa com vinte e cinco (25) mulheres pacientes sobreviventes do câncer ginecológico para descreverem livremente as queixas e dificuldades que enfrentaram após o tratamento; a etapa seguinte realizou-se uma abordagem quantitativa com aplicação de questionários para uma amostra de 33 (trinta e três) profissionais de saúde de diversas especialidades pertencentes ao INCA com objetivo de investigar as práticas de cuidados e estratégias adotadas para a fase de sobrevivência do pós-tratamento; e por fim, realizou-se uma abordagem quantitativa com aplicação de questionário científico validado denominado EORTC QLQ-SH22 para duzentos e trinta e oito (238) pacientes com idades entre 18 e 59 anos que terminaram o tratamento ativo do câncer e encontravam-se na fase de sobrevivência do pós-tratamento cujo objetivo foi aplicar esse questionário de forma pioneira para a realidade das mulheres brasileiras. Os resultados obtidos revelaram que 45,2% das pacientes tiveram problemas após o tratamento do câncer e 45% dos profissionais de saúde relataram que não discutiam as questões sobre a saúde sexual. Pode-se concluir, que as sobreviventes da fase pós-tratamento enfrentam diversas barreiras e lacunas na prestação de cuidados de saúde, nesse sentido, as diretrizes estratégicas pesquisadas nesse estudo podem subsidiar o conhecimento científico para gestores de saúde, bem como, possibilitar uma visão holística gerencial que possa pautar seus planejamentos e ações gerenciais.
