ZARATUSTRA EM MANGÁ: ANÁLISE DOS PROCESSOS DE ADAPTAÇÃO DO TEXTO FILOSÓFICO E REFLEXÕES PARA O ENSINO

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

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This research explores the potential of manga as a tool for teaching philosophy, focusing on the adaptation of Nietzsche's "Thus Spoke Zarathustra." It begins with a historical analysis of manga, from its origins in Japan to its popularization in Brazil and its application in the classroom. Based on studies of translation and adaptation by Hutcheon (2013), Stam (2009), and Sanders (2006), the research investigates how this approach can be applied to philosophical texts in manga format. The study addresses the importance of comic media, considering its needs and peculiarities highlighted by Eisner (1989), McCloud (1995), and Vasconcelos (2006). It emphasizes the need to blend this media with philosophical text to transform the content into a philosophical narrative. The crucial role of the Japanese publisher East Press and subsequently the Brazilian publisher L&PM in creating this new format is examined, as well as the influence of comic usage in facilitating this transformation. The research culminates in the development of educational materials using the principles of Gallo (2012) aimed at educators, seeking to improve student engagement and raise awareness and stimulate student interest in philosophical concepts through the language of manga. Although not presenting data on the effectiveness of the material, its creation suggests innovative possibilities for the teaching of philosophy. The conclusion highlights that, despite the lack of immediate application, the proposal represents a significant step in the processes of teaching philosophy, encouraging educators to explore dynamic approaches. The research results point to the potential of manga in reinterpreting and producing other meanings about philosophical works, sometimes approaching, or distancing themselves from Nietzsche's complex ideas. Reiterating the fact that adaptation does not replace its source work but can be put into dialogue, indicating its potential as a valuable tool in the educational context.
Esta pesquisa explora o potencial do mangá como ferramenta de ensino de filosofia, com foco na adaptação de "Assim falou Zaratustra" de Nietzsche. Inicia-se com uma análise histórica do mangá, desde sua origem no Japão até sua popularização no Brasil e sua aplicação em sala de aula. Embasada em estudos de tradução e adaptação de Hutcheon (2013), Stam (2009) e Sanders (2006), a pesquisa investiga como essa abordagem pode ser aplicada a textos filosóficos no formato de mangá. O estudo aborda a importância da mídia de quadrinhos, considerando as suas necessidades e peculiaridades destacadas por Eisner (1989), McCloud (1995) e Vasconcelos (2006). Destaca-se a necessidade de mesclar essa mídia com o texto filosófico para transformar o conteúdo em uma narrativa filosófica. O papel crucial da editora japonesa East press e em sequência da editora brasileira L&PM na criação desse novo formato é examinado, assim como a influência do uso de quadrinhos na facilitação dessa transformação. A pesquisa culmina na elaboração de um material didático utilizando os preceitos de Gallo (2012) destinado a educadores, buscando melhorar o engajamento dos alunos e sensibilizar e estimular o interesse dos alunos sobre conceitos filosóficos por meio da linguagem do mangá. Apesar de não apresentar dados sobre a eficácia do material, sua criação sugere possibilidades inovadoras para o ensino de filosofia. A conclusão destaca que, apesar da falta de aplicação imediata a proposta representa um passo significativo nos processos de ensino de filosofia, encorajando educadores a explorar abordagens dinâmicas. Os resultados da pesquisa apontam para a potencialidade do mangá em ressignificar e produzir outros sentidos sobre obras filosóficas, ora se aproximando ou se afastando das complexas ideias de Nietzsche. Reiterando o fato de que a adaptação não substitui a sua obra fonte, mas pode ser colocada em dialogo, indicando o seu potencial como uma ferramenta valiosa no contexto educacional.

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