AS ENCRUZILHADAS ENTRE FRANTZ FANON, PAULO FREIRE E A EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
The research object of this master’s thesis is the crossroads between the thinking of Frantz Fanon and Paulo Freire, seeking to expand the construction of knowledge about the principles that should guide an anti-racist and emancipatory education. I used bibliographic research based on works by both authors, other authors who dialogued with their productions, and statistical data published by both official bodies and civil society organizations to verify the situation of the black population in the Brazilian educational system and the application of law 10.639/03 that made the teaching of African and Afro-Brazilian history and culture mandatory in schools throughout the country. Based on the crossroads, understood as a “conceptual operator” that enables the interpretation of epistemic transits with their deviations and confluences, ruptures and relationships, I presented Fanon and Freire as two authors who produced “crossroads thinking” that challenges us to break with the process of dehumanization caused by colonialism and racialization, which is also expressed in the teaching-learning relationship, considering the material bases of the capitalist system that sustains it. The work will address: the issue of race, racism, and racist ideology; the impacts of racism on the black population in Brazil, especially in the area of educational; the different conceptions of education and anti-racist education in a capitalist society; the possibilities and limits of the National Guidelines for the Education of Ethnic-Racial Relations and for the Teaching of Afro-Brazilian and African History and Culture; the crossroads between the thinking of Paulo Freire and Frantz Fanon; and from the crossroads between the authors, to share experiences and proposals to broaden the debate on anti-racist and emancipatory education. The defense of dialogue, participation, critical training, and collective mobilization to overcome racial inequalities in Brazilian education and to guarantee the right to quality social education for all emerge as imperatives of the authors' contribution to the construction of an education that combats racism and promotes freedom, part of the revolutionary praxis necessary for the total restructuring of society.
A presente dissertação tem como objeto de pesquisa as encruzilhadas entre o pensamento de Frantz Fanon e Paulo Freire, buscando ampliar a construção de conhecimentos sobre os princípios que devem pautar uma educação antirracista e emancipatória. Utilizei de pesquisa bibliográfica a partir de obras dos dois autores, de outros autores e autoras que dialogaram com as suas produções e dados estatísticos publicados tanto por órgãos oficiais quanto por organizações da sociedade civil para verificar a situação da população negra no campo educacional brasileiro e a aplicação da lei 10.639/03 que tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afrobrasileira nas escolas de todo o país. A partir das encruzilhadas, entendidas como “operador conceitual”, que possibilitam a interpretação dos trânsitos epistêmicos com seus desvios e confluências, rupturas e relações, apresentei Fanon e Freire como dois autores que produziram “pensamentos de encruzilhada” que nos desafiam a romper com o processo de desumanização provocado pelo colonialismo e pela racialização, que também se expressa na relação de ensino-aprendizagem, levando em consideração as bases materiais do sistema capitalista que o sustentam. O trabalho irá abordar: a questão da raça, do racismo e da ideologia racista; os impactos do racismo sobre a população negra no Brasil, especialmente no campo educacional; as diferentes concepções de educação e educação antirracista numa sociedade capitalista; as possibilidades e limites das Diretrizes Nacionais para a Educação das Relações ÉtnicoRaciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana; as encruzilhadas entre o pensamento de Paulo Freire e Frantz Fanon; e a partir das encruzilhadas entre os autores compartilhar experiências e proposições para ampliar o debate sobre uma educação antirracista e emancipatória. A defesa do diálogo, da participação, da formação crítica e da mobilização coletiva pela superação das desigualdades raciais da educação brasileira e pela garantia do direito à educação de qualidade social para todos emergem como imperativos da contribuição dos autores para a construção de uma educação que combata o racismo e promova a liberdade, parte da práxis revolucionária necessária para a reestruturação total da sociedade.
A presente dissertação tem como objeto de pesquisa as encruzilhadas entre o pensamento de Frantz Fanon e Paulo Freire, buscando ampliar a construção de conhecimentos sobre os princípios que devem pautar uma educação antirracista e emancipatória. Utilizei de pesquisa bibliográfica a partir de obras dos dois autores, de outros autores e autoras que dialogaram com as suas produções e dados estatísticos publicados tanto por órgãos oficiais quanto por organizações da sociedade civil para verificar a situação da população negra no campo educacional brasileiro e a aplicação da lei 10.639/03 que tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afrobrasileira nas escolas de todo o país. A partir das encruzilhadas, entendidas como “operador conceitual”, que possibilitam a interpretação dos trânsitos epistêmicos com seus desvios e confluências, rupturas e relações, apresentei Fanon e Freire como dois autores que produziram “pensamentos de encruzilhada” que nos desafiam a romper com o processo de desumanização provocado pelo colonialismo e pela racialização, que também se expressa na relação de ensino-aprendizagem, levando em consideração as bases materiais do sistema capitalista que o sustentam. O trabalho irá abordar: a questão da raça, do racismo e da ideologia racista; os impactos do racismo sobre a população negra no Brasil, especialmente no campo educacional; as diferentes concepções de educação e educação antirracista numa sociedade capitalista; as possibilidades e limites das Diretrizes Nacionais para a Educação das Relações ÉtnicoRaciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana; as encruzilhadas entre o pensamento de Paulo Freire e Frantz Fanon; e a partir das encruzilhadas entre os autores compartilhar experiências e proposições para ampliar o debate sobre uma educação antirracista e emancipatória. A defesa do diálogo, da participação, da formação crítica e da mobilização coletiva pela superação das desigualdades raciais da educação brasileira e pela garantia do direito à educação de qualidade social para todos emergem como imperativos da contribuição dos autores para a construção de uma educação que combata o racismo e promova a liberdade, parte da práxis revolucionária necessária para a reestruturação total da sociedade.
