A LITERATURA INDÍGENA COMO FERRAMENTA DE FORMAÇÃO DOCENTE: É POSSÍVEL INDIGENIZAR A ESCOLA?
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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
This dissertation investigates the role of Indigenous literature as a tool for teacher education and its relevance for the effective implementation of Law No. 11.645/08 in the municipality of Petrópolis, RJ. Based on the experience of the Histórias de Nossos Ancestrais (“Stories of Our Ancestors”) project, developed between 2022 and 2024 in public schools in the city of Petrópolis, RJ, the study sought to understand how pedagogical practices based on works by Indigenous authors can contribute to deconstructing stereotypes, combating racism against Indigenous peoples, and promoting the indigenization of the school curriculum. Using a qualitative action research methodology, activities were carried out with students and teachers, including seminars, workshops, discussion circles, and meetings with Indigenous leaders. The results point to a lack of specific training on Indigenous issues in the academic background of teachers, highlighting that the inclusion of Indigenous literature in the school environment broadens cultural repertoires, fosters the appreciation of ancestral knowledge, and encourages a plural, critical, and decolonizing education. The study concludes that indigenizing schools requires public education policies that ensure continuous teacher training, the appreciation of Indigenous literary production, and the effective presence of such content in the curriculum, strengthening intercultural dialogue and the construction of pedagogical practices committed to diversity.
A presente dissertação investiga o papel da literatura indígena como ferramenta de formação docente e sua relevância para a implementação efetiva da Lei nº 11.645/08 no município de Petrópolis/RJ. A partir da experiência do projeto Histórias de Nossos Ancestrais, desenvolvido entre 2022 e 2024 em escolas públicas da cidade de Petrópolis, RJ, buscou-se compreender como práticas pedagógicas baseadas em obras de autoria indígena podem contribuir para desconstruir estereótipos, combater o racismo contra povos originários e promover a indigenização do currículo escolar. Utilizando metodologia qualitativa de pesquisa-ação, foram realizadas atividades com estudantes e professores/as, incluindo seminários, oficinas, rodas de conversa e encontros com lideranças indígenas. Os resultados apontam para a carência de formação específica sobre temáticas indígenas na trajetória acadêmica dos/as docentes, evidenciando que a inserção da literatura indígena no ambiente escolar amplia repertórios culturais, favorece a valorização de saberes ancestrais e estimula uma educação plural, crítica e descolonizadora. Conclui-se que a indigenização da escola demanda políticas públicas educacionais que assegurem a formação continuada de professores/as, a valorização das produções literárias indígenas e a presença efetiva desses conteúdos no currículo, fortalecendo o diálogo intercultural e a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a diversidade.
A presente dissertação investiga o papel da literatura indígena como ferramenta de formação docente e sua relevância para a implementação efetiva da Lei nº 11.645/08 no município de Petrópolis/RJ. A partir da experiência do projeto Histórias de Nossos Ancestrais, desenvolvido entre 2022 e 2024 em escolas públicas da cidade de Petrópolis, RJ, buscou-se compreender como práticas pedagógicas baseadas em obras de autoria indígena podem contribuir para desconstruir estereótipos, combater o racismo contra povos originários e promover a indigenização do currículo escolar. Utilizando metodologia qualitativa de pesquisa-ação, foram realizadas atividades com estudantes e professores/as, incluindo seminários, oficinas, rodas de conversa e encontros com lideranças indígenas. Os resultados apontam para a carência de formação específica sobre temáticas indígenas na trajetória acadêmica dos/as docentes, evidenciando que a inserção da literatura indígena no ambiente escolar amplia repertórios culturais, favorece a valorização de saberes ancestrais e estimula uma educação plural, crítica e descolonizadora. Conclui-se que a indigenização da escola demanda políticas públicas educacionais que assegurem a formação continuada de professores/as, a valorização das produções literárias indígenas e a presença efetiva desses conteúdos no currículo, fortalecendo o diálogo intercultural e a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a diversidade.
