IMPACTOS DA PANDEMIA DE COVID-19 NAS CONDIÇÕES DE TRABALHO EM AMBIENTES OFFSHORE
Carregando...
Data
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
This dissertation aimed to analyze the impacts of the Covid-19 pandemic on working conditions on maritime platforms (offshore environment), on a Work Psychology standpoint - based on francophone ergonomic principles – considering the Ergology concepts as a theoretical reference. The qualitative research method was used, and the information was collected through semi-structured interviews with workers, which focus covered the subjective experience related to working conditions, the consequences of work activities reorganization, as well as coping mechanisms put in place to deal with the existing changes. It was observed that, with the Covid19 pandemic, there were significant changes to the offshore environment, impacting the work, with regards to the subjective perception of the trinomial: perceived work schedule - constant surveillance- necessary isolation, due to the expansion and change of work routines and the perception of pressure for goal achievements, which came from the accumulation of activities caused by the reduction of workers on board. The analysis based on ergological concepts showed that, regarding the Body-self dimensions, the use of the self for others predominated, resulting in the subjection of workers to work demand structure and continuous increase of relative vulnerability to health and well-being. This study revealed labor organization weaknesses in regards to the changes implemented in the pandemic context and added to a reflection around coping mechanisms adopted by workers in this circumstance with the purpose of mitigating the difficulties they face. Despite the flexible changes implemented in the actions to combat the pandemic, behavior and social dynamics have changed, which also affected the work environment, where instability is still present.
Esta dissertação teve como objetivo analisar os impactos da pandemia de Covid 19 nas condições de trabalho em plataformas marítimas (ambiente offshore), sob a perspectiva da Psicologia do Trabalho — fundamentada nas concepções ergonômicas francófonas — utilizando os conceitos da Ergologia como referencial teórico. Adotou-se o método de investigação qualitativa, sendo as informações coletadas através de entrevistas semiestruturadas com os trabalhadores, cujo foco comtemplou a vivência subjetiva a respeito das condições de trabalho, das consequências da reorganização das atividades laborais, bem como das formas de enfrentamento adotadas para lidar com as variabilidades decorrentes. Observou-se que, com a pandemia de Covid-19, houve mudanças significativas no ambiente offshore que impactaram o trabalho no que diz respeito à percepção subjetiva do trinômio: tempo de trabalho – constante vigilância – necessário isolamento, em função da ampliação e alteração das rotinas das atividades laborais e a percepção da pressão por resultados, decorrente do acúmulo de atividades, por causa da redução do efetivo de trabalhadores a bordo. A análise pautada nos conceitos ergológicos mostrou que, em relação às dimensões do corpo-si, predominou o uso de si pelo outro, implicando na sujeição dos trabalhadores às exigências da estrutura do contexto laboral e consequentemente elevando a vulnerabilidade relativa à saúde e ao bem-estar. Este estudo revelou fragilidades no âmbito da organização do trabalho no que se refere às adaptações ao contexto pandêmico e contribuiu para uma reflexão sobre as práticas de confronto adotadas pelos trabalhadores na referida circunstância, favorecendo que ações futuras sejam repensadas, com o intuito de mitigar tais sofrimentos para os trabalhadores. A despeito da flexibilização das ações de combate à pandemia, padrões de comportamento da sociedade foram alterados, cenário também vivido no ambiente laboral, onde a instabilidade ainda se mostra presente nas configurações do trabalho.
Esta dissertação teve como objetivo analisar os impactos da pandemia de Covid 19 nas condições de trabalho em plataformas marítimas (ambiente offshore), sob a perspectiva da Psicologia do Trabalho — fundamentada nas concepções ergonômicas francófonas — utilizando os conceitos da Ergologia como referencial teórico. Adotou-se o método de investigação qualitativa, sendo as informações coletadas através de entrevistas semiestruturadas com os trabalhadores, cujo foco comtemplou a vivência subjetiva a respeito das condições de trabalho, das consequências da reorganização das atividades laborais, bem como das formas de enfrentamento adotadas para lidar com as variabilidades decorrentes. Observou-se que, com a pandemia de Covid-19, houve mudanças significativas no ambiente offshore que impactaram o trabalho no que diz respeito à percepção subjetiva do trinômio: tempo de trabalho – constante vigilância – necessário isolamento, em função da ampliação e alteração das rotinas das atividades laborais e a percepção da pressão por resultados, decorrente do acúmulo de atividades, por causa da redução do efetivo de trabalhadores a bordo. A análise pautada nos conceitos ergológicos mostrou que, em relação às dimensões do corpo-si, predominou o uso de si pelo outro, implicando na sujeição dos trabalhadores às exigências da estrutura do contexto laboral e consequentemente elevando a vulnerabilidade relativa à saúde e ao bem-estar. Este estudo revelou fragilidades no âmbito da organização do trabalho no que se refere às adaptações ao contexto pandêmico e contribuiu para uma reflexão sobre as práticas de confronto adotadas pelos trabalhadores na referida circunstância, favorecendo que ações futuras sejam repensadas, com o intuito de mitigar tais sofrimentos para os trabalhadores. A despeito da flexibilização das ações de combate à pandemia, padrões de comportamento da sociedade foram alterados, cenário também vivido no ambiente laboral, onde a instabilidade ainda se mostra presente nas configurações do trabalho.
