NARRATIVAS, MEMÓRIAS E EFEITOS DO RACISMO SOFRIDO NA ESCOLA NA CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA DE MULHERES NEGRAS MAIS VELHAS
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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
This research proposes to explore how racism endured by girls during their school years impacts the identity formation of elder black women. Additionally, it aims to acknowledge and honor the intellectual contributions of these women, whose knowledge has historically been marginalized. The theoretical framework of the study delves into the construction of identities among elder black women – their attributes, subjectivities, and strategies for overcoming suppression – as well as the role of black individuals in the history of Brazilian education. Methodologically, the study employs a qualitative approach and narrative analysis based on interviews conducted with elder black women. Through their narratives, participants recount experiences of racism within the school environment, feelings of shyness and suppression, efforts to integrate into formal education, and alignment with the nation-building projects endorsed by schools. Furthermore, research participants discuss themes such as religiosity, literacy challenges, marriage, and other aspects that shape the lives of black women in the Brazilian context. Drawing on the research findings, we advocate for anti-racist educational practices that eradicate behaviors resulting in the suppression and stigmatization of black children. The objective is to ensure that the school memories of future generations of black children are rooted not in trauma, but in positive experiences.
Esta pesquisa busca, através das memórias e das narrativas de mulheres negras mais velhas, investigar como o racismo praticado em meninas no período escolar reverbera até a velhice e, também, reconhecer e reverenciar a intelectualidade dessas mulheres, cujos saberes foram historicamente silenciados. A revisão teórica do trabalho discute a construção das identidades de mulheres negras mais velhas – suas atribuições, subjetividades e estratégias de rompimento ao silenciamento –, bem como o lugar ocupado por pessoas negras na história da educação brasileira. Para a construção metodológica do trabalho, foi feito o uso da abordagem qualitativa e da análise da narrativa a partir de entrevistas feitas com mulheres negras mais velhas. Em suas narrativas, as interlocutoras trouxeram memórias do racismo no contexto escolar, da timidez e do silenciamento vividos, da busca por uma integração ao letramento oficial e ao projeto de nação defendido pela escola. Além disso, as participantes da pesquisa narram sobre religiosidade, griotagem da alfabetização, casamento, entre outros aspectos que atravessam a vida de mulheres negras no contexto brasileiro. A partir da pesquisa, buscamos pensar formas de práticas de educação antirracista que eliminem condutas que resultem no silenciamento e na estigmatização de crianças negras, para que, no futuro, as memórias escolares das novas gerações de crianças negras não sejam pautadas em traumas, e, sim, em boas vivências.
Esta pesquisa busca, através das memórias e das narrativas de mulheres negras mais velhas, investigar como o racismo praticado em meninas no período escolar reverbera até a velhice e, também, reconhecer e reverenciar a intelectualidade dessas mulheres, cujos saberes foram historicamente silenciados. A revisão teórica do trabalho discute a construção das identidades de mulheres negras mais velhas – suas atribuições, subjetividades e estratégias de rompimento ao silenciamento –, bem como o lugar ocupado por pessoas negras na história da educação brasileira. Para a construção metodológica do trabalho, foi feito o uso da abordagem qualitativa e da análise da narrativa a partir de entrevistas feitas com mulheres negras mais velhas. Em suas narrativas, as interlocutoras trouxeram memórias do racismo no contexto escolar, da timidez e do silenciamento vividos, da busca por uma integração ao letramento oficial e ao projeto de nação defendido pela escola. Além disso, as participantes da pesquisa narram sobre religiosidade, griotagem da alfabetização, casamento, entre outros aspectos que atravessam a vida de mulheres negras no contexto brasileiro. A partir da pesquisa, buscamos pensar formas de práticas de educação antirracista que eliminem condutas que resultem no silenciamento e na estigmatização de crianças negras, para que, no futuro, as memórias escolares das novas gerações de crianças negras não sejam pautadas em traumas, e, sim, em boas vivências.
