OLHAR PARA O PASSADO E RESSIGNIFICAR O PRESENTE: PRÁTICAS E MATERIAIS ANTIRRACISTAS EM LINGUA INGLESA

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

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This research is born out of a pressing exercise to bring into a discipline I teach in the municipal education system in Rio de Janeiro, the English language, a perspective of vizibility and valorization of the knowledge and wisdom of black and indigenous peoples. The hypothesis raised in this research is that the elaboration of didactic sequences, and of a critical material in English, will result in a greater capacity for reflection about racial diversity on the part of students. Thus, the general objective of this research was to describe and analyze these practices and materials. This study started from a bibliographical, historiographical review, which highlighted names such as Kabengele Munanga, Stuart Hall, Lélia Gonzalez, Grada Kilomba, Nilma Lino Gomes, Silvio Almeida, and other thinkers whose works expose racism as a fundamental part of social, economic and political organization in Brazil. Consequently, this work will show the impact of a white supremacist logic that organizes the Brazilian educational system, as pointed out by thinkers such as Jerry Dávila and Marcelo Paixão, which interferes with the access of black populations to schooling and which promotes the invisibilization of their histories and knowledge by favoring hegemonic curricula when schooling these populations. It was evidenced throughout this study, how the English language, with a history of a colonizing and imperialist project, according to authors such as Gabriel Nascimento, Aparecida Maria de Jesus and Luiz Paulo da Moita Lopes, can become, from a decolonial teaching perspective, the language of globalization in accessing information about other cultures and knowledge. Following the premises of autoethnography, I depart from a memorial analysis as a way of looking at a past mediated now by a critical disengagement with the coloniality of the materials and practices available then, which now, in the present day, I seek to re-signify in dialogue with the current concepts used to promote an antiracist education. By establishing a counter-hegemonic movement with regard to the teaching of the English language, this research presents and develops four methodological pillars in which literature, art/multimedia, multidisciplinarity and the protagonism of students constituted the basis for the whole pedagogical process developed in this work. Finally, the results of this research are based on reports and teaching materials prepared for the discipline in question.
Esta pesquisa nasce de um exercício premente de trazer para a disciplina que leciono na rede municipal do Rio de Janeiro, o ensino da língua inglesa, uma perspectiva de visibilização e valorização do conhecimento e saberes de povos negros e indígenas. A hipótese levantada nesta pesquisa é a de que a elaboração de sequências didáticas, e de um material crítico em língua inglesa, incidirá em uma maior capacidade de reflexão sobre diversidade racial por parte dos/das estudantes. Assim, o objetivo geral desta pesquisa foi descrever e analisar estas práticas e materiais. Este estudo partiu de uma revisão bibliográfica, historiográfica, que ressaltou nomes como Kabengele Munanga, Stuart Hall, Lélia Gonzalez, Grada Kilomba, Nilma Lino Gomes, Silvio Almeida e outras/os pensadores/as cujos trabalhos expõem o racismo como peça fundamentalnde organização social, econômica e política do Brasil. Consequentemente, este trabalho evidenciará o impacto de uma lógica supremacista branca organizadora do sistema educacional brasileiro, como apontado por pensadores como Jerry Dávila e Marcelo Paixão, que interfere no acesso das populações negras à escolarização e que promove a invisibilização de suas histórias e de seus conhecimentos ao privilegiarem currículos hegemônicos para a formação destas populações. Foi evidenciado ao longo deste estudo, como a língua inglesa, com um histórico de projeto colonizador e imperialista, segundo autores/as como Gabriel Nascimento, Aparecida Maria de Jesus e Luiz Paulo da Moita Lopes, pode tornar-se, a partir de uma perspectiva de ensino decolonial, a língua da globalização no acesso a informações acerca de outras culturas e saberes. Valendo-me das premissas da autoetnografia, parto de uma análise memorialística como forma de olhar para um passado agora mediado pelo rompimento com a colonialidade dos materiais e práticas então disponíveis, e que agora, no presente, busco ressignificá-las em diálogo com os conceitos atuais de promoção de uma educação antirracista. Ao instituir um movimento contra-hegemônico no que diz respeito ao ensino da disciplina de língua inglesa, esta pesquisa apresenta e desenvolve quatro pilares metodológicos nos quais a literatura, a arte/multimídia, a multidisciplinariedade e o protagonismo dos/as estudantes se constituíram como base para todo o processo pedagógico desenvolvido. Por fim, os resultados desta pesquisa baseiam-se nos relatos e nos materiais didáticos elaborados para a disciplina em questão.

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