ESCREVIVÊNCIAS E AGROECOLOGIA: (RE)EXISTÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO DE VIDA DE UMA MULHER PRETA NO COLETIVO ALAÍDE REIS DO MST/SUL FLUMINENSE-RJ
Carregando...
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Resumo
This dissertation deals with the life trajectories of two black women. One of them the researcher herself, a master's student at PPRER-CEFET/RJ and the other, a rural worker and protagonist of this research, a black woman's body that used Escrivência1, an epistemo-conceptual formulation by Conceição Evaristo articulated to Agroecology as a support and bridge for the (re)existence and transformation of lives. These are the narratives of Maria Aparecida V.A. Ferreira and Relma Aparecida C. Damasceno. Of the latter, a section of its “[...] affective geography [...]” was recorded in detail, portraying the memorial and the historical displacement from its birthplace, spaces of experiences and collective construction of spaces of belonging , based on work in rural family production in the Landless Workers Movement - MST. This displacement was inscribed in her body/psyche and in space-time, from her first jobs in pre-adolescence as a collector of recyclables and “dregs”, in domestic work in her young adult life (RJ), in services provided as a worker in the coffee harvest (MG), in the escape of the companion for the gender violence in return for the (RJ) and culminated with its protagonism in Coletivo Alaíde Reis-MST/Sul Fluminense-RJ . The general objective is to expose the narratives of Relma Aparecida's life trajectories and apprehend, from the dialectic logic, how a black woman, with incomplete basic educational instruction, articulated the concept of writing with agroecological production and wove her (re) existence as a guiding thread of collective processes of life transformation in the Terra da Paz Settlement/ Coletivo Alaíde Reis/ MST-RJ. The theoretical-conceptual and methodological path applied in this work has a qualitative/interpretive character and used the dialectical historical method of Marx (2013), Marx and Engels(2010) combined with the concept of Writings by Conceição Evaristo(2003) for the construction of emancipatory knowledge, as wellas research techniques of Wheel of Face-to-face Conversations with the participation of 3 (three) people. The result of the research is presented in the encounter of oneself, of its (re)existence and transformation of life, which has been revealed and has been taking place within the collective struggle in the Terra da Paz Camp/Settlement as a rural family worker with an agroecological base , Coordinator of the Commercialization Sector and Political Coordinator of Coletivo Alaíde Reis/MST, Pirai/Sul Fluminense-RJ.
Esta dissertação trata das trajetórias de vida de duas mulheres pretas. Uma delas a própria pesquisadora, mestranda do PPRER-CEFET/RJ e a outra, trabalhadora rural e protagonista desta pesquisa, um corpo de mulher preta que se utilizou da Escrevivência1, uma formulação epistemo-conceitual de Conceição Evaristo articulada à Agroecologia como suporte e ponte para a (re)existência e transformação de vidas. Trata-se das narrativas de Maria Aparecida V.A. Ferreira e de Relma Aparecida C. Damasceno. Desta última se registrou em detalhes, um recorte da sua “[...] geografia afetiva [...]” retratando o memorial e o deslocamento histórico desde o seu espaço de nascimento, espaços de vivências e de construção coletiva de espaços de pertença, a partir do trabalho na produção familiar rural no Movimento dos trabalhadores Sem Terra - MST. Esse deslocamento se inscreveu no seu corpo/psique e no espaço-tempo, desde os primeiros trabalhos na pré-adolescência como catadora de recicláveis e de “borra”, nos trabalhos de doméstica na vida de jovem adulta (RJ), nos serviços prestados como trabalhadora na colheita de café (MG), na fuga do companheiro pela violência de gênero em retorno para o (RJ) e culminou com o seu protagonismo no Coletivo Alaíde Reis-MST/Sul Fluminense-RJ . O objetivo geral é o de expor as narrativas das trajetórias de vida de Relma Aparecida e apreender, a partir da lógica dialética, como uma mulher preta, de instrução educacional básica incompleta articulou o conceito de escrevivência à produção agroecológica e teceu a sua (re)existência como fio condutor de processos coletivos de transformação de vida no Assentamento Terra da Paz/ Coletivo Alaíde Reis/ MST-RJ. O percurso teórico-conceitual e metodológico aplicado neste trabalho tem caráter qualitativo/interpretativo e utilizou-se do método histórico dialético de Marx (2013), Marx e Engels(2010) conjugado ao conceito de Escrevivências de Conceição Evaristo(2003) para a construção de saberes emancipatórios, assim como técnicas de pesquisa de Roda de Conversas presenciais com a participação de 3(três) pessoas. O resultado da pesquisa se apresenta no encontro de si, da sua (re)existência e transformação de vida, o qual se revelou e vêm se realizando no seio da luta coletiva nos Acampamento/ Assentamento Terra da Paz como uma trabalhadora rural familiar de base agroecológica, Coordenadora do Setor de Comercialização e Coordenadora Política do Coletivo Alaíde Reis/ MST, Pirai/Sul Fluminense-RJ.
Esta dissertação trata das trajetórias de vida de duas mulheres pretas. Uma delas a própria pesquisadora, mestranda do PPRER-CEFET/RJ e a outra, trabalhadora rural e protagonista desta pesquisa, um corpo de mulher preta que se utilizou da Escrevivência1, uma formulação epistemo-conceitual de Conceição Evaristo articulada à Agroecologia como suporte e ponte para a (re)existência e transformação de vidas. Trata-se das narrativas de Maria Aparecida V.A. Ferreira e de Relma Aparecida C. Damasceno. Desta última se registrou em detalhes, um recorte da sua “[...] geografia afetiva [...]” retratando o memorial e o deslocamento histórico desde o seu espaço de nascimento, espaços de vivências e de construção coletiva de espaços de pertença, a partir do trabalho na produção familiar rural no Movimento dos trabalhadores Sem Terra - MST. Esse deslocamento se inscreveu no seu corpo/psique e no espaço-tempo, desde os primeiros trabalhos na pré-adolescência como catadora de recicláveis e de “borra”, nos trabalhos de doméstica na vida de jovem adulta (RJ), nos serviços prestados como trabalhadora na colheita de café (MG), na fuga do companheiro pela violência de gênero em retorno para o (RJ) e culminou com o seu protagonismo no Coletivo Alaíde Reis-MST/Sul Fluminense-RJ . O objetivo geral é o de expor as narrativas das trajetórias de vida de Relma Aparecida e apreender, a partir da lógica dialética, como uma mulher preta, de instrução educacional básica incompleta articulou o conceito de escrevivência à produção agroecológica e teceu a sua (re)existência como fio condutor de processos coletivos de transformação de vida no Assentamento Terra da Paz/ Coletivo Alaíde Reis/ MST-RJ. O percurso teórico-conceitual e metodológico aplicado neste trabalho tem caráter qualitativo/interpretativo e utilizou-se do método histórico dialético de Marx (2013), Marx e Engels(2010) conjugado ao conceito de Escrevivências de Conceição Evaristo(2003) para a construção de saberes emancipatórios, assim como técnicas de pesquisa de Roda de Conversas presenciais com a participação de 3(três) pessoas. O resultado da pesquisa se apresenta no encontro de si, da sua (re)existência e transformação de vida, o qual se revelou e vêm se realizando no seio da luta coletiva nos Acampamento/ Assentamento Terra da Paz como uma trabalhadora rural familiar de base agroecológica, Coordenadora do Setor de Comercialização e Coordenadora Política do Coletivo Alaíde Reis/ MST, Pirai/Sul Fluminense-RJ.
