“SE LEVANTA POVO, CATIVEIRO SE ACABOU” - A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES NEGRAS A PARTIR DAS DANÇAS POPULARES: UM ESTUDO SOBRE A COMPANHIA DE ARUANDA

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

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The present study reflects on the possibility of constructing Black identities based on Brazilian popular dances. Its starting point is the life story of the author of the text, which narrates her “Becoming Black”, based on her experience with dance, and a dialogue with Rodrigo Nunes, musician, dancer and co-founder of Companhia de Aruanda. Taking as its initial scenario the popular dance circles that take place in the streets of Rio de Janeiro, organized by different groups, the research focuses on Companhia de Aruanda whose headquarters are located in the Madureira neighborhood. Based on the author's experience, her participant observation of the collective's actions, especially Fuzuê de Aruanda, its monthly dance circle, an interview with Rodrigo Nunes and exchanges with different people who inhabit this space, this dissertation proposes discussions of Black identity and the place of ancestry in the recognition and appropriation of popular knowledge; it focuses on Madureira as a territory strongly representative of Black culture and suggests popular culture as a decolonial tool based on music and dance.
O presente estudo buscou refletir sobre a possibilidade de construção de identidades negras a partir das danças populares brasileiras. O ponto de partida para a pesquisa é a trajetória de vida da própria autora do texto, que narra o seu “Tornar-se negra” a partir da dança em diálogo com o Rodrigo Nunes, músico, dançarino e um dos fundadores da Companhia de Aruanda. Tendo como cenário inicial as rodas de danças populares que acontecem nas ruas do Rio de janeiro, realizadas por grupos diversos, a pesquisa tem seu foco na Companhia de Aruanda cuja sede se situa no bairro de Madureira. A partir da vivência da autora, a observação participante das ações do coletivo, sobretudo sua roda mensal chamada de Fuzuê de Aruanda, a entrevista com Rodrigo Nunes e a troca com diversos brincantes nesse espaço, essa dissertação propõe discussões sobre identidade negra, discute o lugar da ancestralidade no reconhecimento e apropriação dos saberes populares, traz o bairro de Madureira como um território fortemente representativo da cultura negra, e sugere a cultura popular como ferramenta decolonial a partir da música e da dança.

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