PUBLICAÇÕES OPEN ACCESS E A TRANSFORMAÇÃO DO AUTOR CONSUMIDOR: ENTENDENDO O IMPACTO DO MODELO DE NEGÓCIO OPEN ACCESS NOS PADRÕES DE AUTORIA E DE PRODUÇÃO ACADÊMICA NO BRASIL.

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

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The thesis investigates the impact of Open Access (OA) on collaboration in Brazilian academic publications, comparing OA and non-OA models between 2017 and 2020. Drawing on data from Scopus and employing social network analysis, it examines coauthorship structures in relation to publication model, funding sources, publisher, disciplinary field, and authors’ countries. The findings indicate that OA articles tend to involve a greater number of authors and exhibit denser collaborative networks, particularly in the Life Sciences, Health Sciences, and Exact Sciences. In contrast, Social Sciences display fewer authors per article but more interconnected networks. Article Processing Charges (APCs) segment scholarly output and foster international collaborations by enabling cost-sharing mechanisms. However, reliance on APCs reveals structural imbalances in the funding of graduate programs, disproportionately affecting those with lower academic ratings. The study concludes that OA, by repositioning the author as a consumer, reshapes patterns of scientific collaboration and challenges the sustainability of academic practice in Brazil.
A tese investiga como o acesso aberto (OA) influencia a colaboração em publicações acadêmicas brasileiras, comparando modelos OA e não-OA entre 2017 e 2020. Usando dados da Scopus e análise de redes sociais, avalia estruturas de coautoria em relação ao modelo de publicação, financiamento, editora, área e país dos autores. Os resultados mostram que artigos OA tendem a ter mais autores e conexões, principalmente nas Ciências da Vida, Saúde e Exatas, enquanto as Ciências Sociais apresentam menos autores por artigo, mas redes mais conectadas. Os Article Processing Charges (APC) segmentam a produção e incentivam colaborações internacionais. A dependência dos APC expõe desequilíbrios no custeio dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) no Brasil, sendo os de menor conceito os mais afetados. Conclui-se que o OA, ao reposicionar o autor como consumidor, transforma os padrões de colaboração científica e tensiona a sustentabilidade do ofício acadêmico no país.

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